Como Mejorar Mi Inglés

Aplicativo para aprender inglês: o comparativo completo de 2026

Time Comigo · 22 de julho de 2026 · 33 min de leitura

Aplicativo para aprender inglês: o comparativo completo de 2026

Você abre a loja de aplicativos e digita "aprender inglês". Aparecem centenas de opções. Todas prometem a mesma coisa: inglês fácil, rápido e divertido, em poucos minutos por dia.

E mesmo assim você conhece alguém que usa esses apps há anos e trava na hora de pedir um lanche em Orlando. Talvez esse alguém seja você.

Este guia existe para resolver isso. Vamos comparar os aplicativos para aprender inglês mais conhecidos de 2026, sem enrolação: o que cada um faz bem, onde cada um fica devendo e qual combina com o seu objetivo de verdade.

Um aviso antes de começar. Este site é feito pelo time do Comigo, um app para treinar conversação em inglês. Estamos dizendo isso no primeiro parágrafo porque um comparativo que esconde esse detalhe seria desonesto. Ainda assim, vamos ser justos com todos os outros. Cada um faz algo muito bem. A pergunta é se esse algo é o que você precisa.

Neste guia

A pergunta que decide tudo

Antes de baixar qualquer coisa, responda: o que você quer conseguir fazer em inglês?

"Aprender" não vale. Aprender não é objetivo, é direção. Objetivo é uma cena que você consegue imaginar: pedir comida numa viagem sem apontar para o cardápio. Passar numa entrevista de emprego. Assistir série sem legenda. Segurar uma call com cliente gringo sem suar frio.

Pensa nisso por um momento. Sério.

Porque quando as pessoas pensam de verdade, quase todas chegam na mesma resposta: eu quero falar. Quero conversar sem montar e traduzir cada frase na cabeça antes de abrir a boca. Quero que as palavras saiam.

E aqui mora o problema. A maioria dos aplicativos para aprender inglês não treina isso.

Eles treinam outra coisa: reconhecer. Você toca na resposta certa. Ordena palavras. Liga pares. Escuta e escolhe. Tudo isso ajuda, principalmente no começo. Mas é uma habilidade diferente de produzir frases com a sua própria boca, sob pressão, em tempo real.

É a diferença entre assistir vídeo de natação e entrar na piscina. Você pode assistir mil vídeos. No dia em que pular na água, seu corpo não vai saber o que fazer, porque nunca praticou.

Com o inglês é igual. Entender é uma habilidade. Falar é outra. Elas se parecem, se ajudam, mas uma não substitui a outra. Por isso existem milhões de brasileiros que entendem série, música e e-mail em inglês e mesmo assim travam numa conversa de dois minutos. Se você se reconheceu, não está quebrado. Só treinou metade do idioma.

Dois celulares lado a lado: um com o alto-falante cortado, representando os apps silenciosos, e outro com microfone e ondas sonoras, representando os apps em que você fala
A grande divisão: apps que você usa em silêncio e apps que obrigam você a falar.

Então este guia divide o mundo em duas famílias.

A primeira: apps silenciosos. Dá para completar tudo sem dizer uma palavra em voz alta. Duolingo, Babbel, Mosalingua e companhia moram aqui quase o tempo todo.

A segunda: apps que fazem você falar. Com um professor, com um desconhecido ou com uma inteligência artificial, mas falando em voz alta, sem escapatória. Cambly, Preply, HelloTalk, Tandem, ELSA e Comigo moram aqui.

Nenhuma família é "ruim". Mas se o seu gargalo é falar, e para a maioria das pessoas é, um app da primeira família não vai resolver sozinho. Não importa por quantos anos você use. Nenhuma propaganda conta isso, e é a primeira coisa que você precisa saber antes de escolher.

Por que quase todo aplicativo é mudo

Vale entender o porquê, porque não é acaso nem maldade.

Exercício de tocar é fácil de corrigir para uma máquina: a resposta é A ou é B, ponto. É confortável de usar em qualquer lugar: no ônibus, na fila do banco, na cama com alguém dormindo do lado. E gera uma sensação imediata de progresso: check verde, sonzinho de acerto, barra subindo.

Falar é o contrário em tudo. Avaliar voz humana com precisão é uma tecnologia difícil, que só amadureceu nos últimos anos. Falar em voz alta pede lugar e momento. E errar com a boca dói mais do que errar com o dedo, porque parece pessoal.

Então, por uma década inteira, a indústria pegou o caminho fácil: exercícios silenciosos, mensuráveis e confortáveis. Milhões de usuários, uma compreensão razoável, e uma geração inteira de alunos que "sabe" inglês sem conseguir falar.

A boa notícia: isso está mudando. O reconhecimento de voz atual consegue avaliar palavra por palavra, e alguns apps deste guia usam isso a sério. A má notícia: a maioria ainda trata a fala como um extra opcional. Por isso este guia insiste tanto na primeira pergunta do método: o app faz você falar, ou só deixa você falar se você fizer questão?

Como avaliamos cada aplicativo

Para este comparativo ser útil, e não uma lista de descrições copiadas da loja, medimos todos os apps com as mesmas quatro perguntas. Elas são simples de propósito.

Ele faz você falar em voz alta?

A pergunta rainha. Dá para completar uma lição inteira em silêncio, no busão, sem ninguém perceber que você está "estudando inglês"? Se a resposta é sim, o app treina seu olho e seu ouvido, não a sua boca.

Atenção ao detalhe: "ter exercício de fala" não é o mesmo que "fazer você falar". Muitos apps têm exercícios de voz opcionais, que você pula com um botão. E adivinha o que todo mundo faz no dia cansado. Pula.

Ele diz o que você errou?

Falar sem feedback é jogar dardo de olhos vendados. Você pode jogar mil e não melhorar, porque não sabe onde caíram.

Feedback bom é específico. Não é "quase, tenta de novo": é "esta palavra sim, esta palavra não". Quanto mais fino o detalhe, mais rápido você corrige. Professor humano faz isso muito bem. A tecnologia de voz de hoje já faz bem também. Um app que só carimba "certo" ou "errado" na frase inteira deixa você no escuro.

Ele faz você voltar amanhã?

O app perfeito que você abandona em duas semanas vale menos que o app mediano que você usa por seis meses. Constância ganha de intensidade, sempre. A gente destrincha isso no nosso guia completo para melhorar seu inglês, mas a versão curta é esta: idioma se constrói com repetição diária, não com maratona de domingo.

Por isso valorizamos as ofensivas, os joguinhos, os lembretes e tudo que puxa você de volta. Tem gente que chama isso de "gamificação boba". A gente chama de a diferença entre o dia 14 e o dia 140.

Ele é honesto com o preço?

Não vamos colocar preços exatos aqui, porque mudam com o país, a moeda e a promoção do mês. O que vamos dizer é o modelo: qual é grátis de verdade, qual é grátis com pegadinha, qual é assinatura mensal e qual cobra por hora de aula.

E uma regra de ouro: o custo real de um app não é o dinheiro. É o seu tempo. Seis meses no app errado custam mais que qualquer assinatura.

O que a gente não mede, de propósito

Também devemos dizer o que ficou de fora, porque é ali que o marketing se esconde.

Não medimos quantos idiomas o app oferece. Você quer aprender um. O app ensinar 40 idiomas ajuda você tanto quanto um restaurante com 200 pratos melhora o seu jantar.

Não medimos downloads nem prêmios de "app do ano". Popularidade mede marketing, não resultado. O chinelo mais vendido do mundo não é o melhor calçado para correr uma maratona.

E não medimos promessa de velocidade. "Fluente em três meses" é frase de anúncio, não plano. Quanto tempo você leva depende das suas horas, do seu nível de partida e do método. Qualquer app que promete uma data sem conhecer você está chutando.

A tabela comparativa de 2026

Aqui está o panorama inteiro de uma olhada. Logo abaixo, destrinchamos cada app com calma.

Painéis de comparação abstratos flutuando sobre um fundo claro, com um painel roxo levemente à frente dos outros
Nenhum app ganha em tudo. Cada um foi desenhado para um trabalho diferente.
AppFocoPonto mais fortePonto fracoIdeal para
DuolingoHábito e gamificaçãoFazer você voltar todo diaDá para terminar lições sem falarConstruir o hábito do zero
BabbelCurso estruturadoDiálogos úteis da vida realPouca conversação espontâneaQuem quer um curso organizado
BusuuCurso + comunidadeCorreções de falantes nativosO feedback demora a chegarFeedback humano sem pagar aula
CamblyProfessores por vídeoConversa real quase na horaCusta caro e intimida iniciantePraticar com nativos sem agendar
PreplyMarketplace de professoresVocê escolhe professor, preço e horárioAgendar aula gera preguiçaAulas formais sob medida
ELSA SpeakPronúnciaFeedback finíssimo de cada somExercícios soltos, não conversasPolir sotaque e sons difíceis
MosalinguaVocabulárioRepetição espaçada que funcionaNão treina falar nem improvisarDecorar frases úteis rápido
HelloTalkIntercâmbio de idiomasPrática grátis com nativos reaisVocê depende de desconhecidosQuem já tem coragem de falar
TandemIntercâmbio de idiomasComunidade grande e ativaQualidade de prática varia muitoConversa informal de graça
ComigoFalar desde o dia umFeedback palavra por palavra na falaSó inglês e português como metasQuem entende mas não fala

Uma observação sobre como ler a tabela: a coluna "Ideal para" pesa mais que todas as outras juntas. É tentador escolher o app com o ponto forte mais impressionante, mas ponto forte só vale se resolve o seu problema. Um professor particular excelente não ajuda quem desiste de agendar. Um jogo viciante não ajuda quem precisa preparar uma entrevista para o mês que vem. Leia a última coluna primeiro, ache a linha que descreve você, e só depois olhe o resto.

Três coisas saltam da tabela.

Primeira: nenhum app vence em todas as colunas. O "melhor aplicativo para aprender inglês" em abstrato não existe. Existe o melhor para o seu objetivo.

Segunda: os pontos fortes quase não se sobrepõem. Duolingo é imbatível criando hábito. ELSA é imbatível afinando sons. Preply entrega um humano de verdade. São ferramentas diferentes, não versões melhores ou piores da mesma coisa.

Terceira: repare na coluna de pontos fracos. Quase todos os apps silenciosos dividem o mesmo: não fazem você falar. E quase todos os que fazem você falar dividem outro: dependem de outra pessoa, com o custo, a agenda ou o julgamento dela. O buraco entre essas duas famílias é exatamente onde a maioria das pessoas fica presa.

Agora sim, um por um.

Duolingo: a máquina de hábito

Comecemos pelo mais famoso do planeta. O Duolingo transformou estudo de idioma num jogo que milhões de pessoas abrem todo dia, e isso, digam o que disserem os puristas, é uma conquista enorme.

O que ele faz muito bem

O Duolingo entendeu antes de todo mundo que o problema número um não é a gramática. É desistir.

Tudo no app foi desenhado para você voltar: a ofensiva que você não quer quebrar, as ligas semanais, os lembretes da coruja, as lições que duram menos que uma fila de padaria. Funciona. Tem gente que não falha um dia há anos.

A versão gratuita é uma das mais generosas que existem. Com anúncios e vidas limitadas, mas dá para avançar de verdade sem pagar. Se você procura um aplicativo de inglês grátis para começar hoje, é uma porta de entrada legítima.

E para quem nunca estudou nada, as primeiras unidades cumprem o papel: vocabulário básico, estruturas simples, muita repetição amigável. É um jeito manso de perder o medo do idioma.

No Brasil, o Duolingo virou quase sinônimo de "estudar inglês pelo celular", e isso tem um efeito colateral curioso: muita gente acha que já testou "aplicativo de inglês" porque testou o Duolingo, gostou ou não gostou, e encerrou o assunto. É como provar um restaurante e concluir que já conhece a culinária inteira do país. A categoria é bem maior, e boa parte dela não se parece nada com a coruja.

Onde ele fica devendo

Agora, a parte que a propaganda não conta. A maior parte do tempo no Duolingo vai em tocar, ordenar e ligar. Você traduz frases tocando em palavras que já estão na tela. Isso treina reconhecimento, não produção.

Tem exercício de voz? Tem. Mas é uma fração pequena, a avaliação é pouco exigente e dá para pular. Resultado: você pode ter uma ofensiva de 800 dias e travar pedindo um café em Miami. Não é falha sua. Você treinou exatamente o que o app pediu, e falar não estava no cardápio.

O outro limite é o teto. Depois do intermediário baixo, o avanço fica lento e repetitivo. Se quiser saber quantas horas reais separam cada nível do próximo, contamos em quanto tempo leva para aprender inglês, e a conclusão é dura: app de tocar resposta rende cada vez menos por hora investida conforme você sobe.

Para quem é

Para o iniciante total que precisa, antes de tudo, de um hábito diário que não doa. Nisso, segue sendo o rei. Só não peça o que ele não oferece: não é um app para treinar conversação em inglês, e usar como se fosse é a receita clássica do "três anos de ofensiva e zero conversas".

Uma dica de uso se você ficar com ele: trate como aquecimento, não como treino completo. Dez minutos de Duolingo para ligar o motor, e depois algo que faça você produzir: ler uma frase em voz alta, escrever três frases suas, contar seu dia para a parede em inglês. Parece ridículo. Funciona.

Babbel: o curso organizado

Se o Duolingo é um parque de diversões, o Babbel é uma sala de aula bem arrumada. Menos confete, mais conteúdo.

O que ele faz muito bem

O Babbel parece um curso de verdade. As lições seguem um plano: diálogos de situações reais (se apresentar, pedir num restaurante, uma ligação de trabalho), vocabulário em contexto e explicações de gramática em português, na hora certa e sem soterrar você em teoria.

Essa estrutura é o grande presente dele. Você nunca se pergunta "e agora, o que eu estudo?". O caminho está traçado, cada lição constrói sobre a anterior, e as revisões voltam no momento certo para você não esquecer o que viu semana passada.

O modelo é assinatura mensal ou anual, sem versão gratuita relevante. Em troca, sem anúncios e sem vidas: você paga e estuda em paz.

Onde ele fica devendo

O mesmo calcanhar de aquiles de quase toda a família dele: dá para completar o Babbel inteiro praticamente em silêncio. Existem exercícios de repetir frases com reconhecimento de voz, mas são tempero, não prato principal. A conversa espontânea, aquela em que ninguém te dá as palavras e você fabrica a frase sozinho, não se treina aqui.

E, digamos com carinho, ele é um pouco sério. Se o seu problema é constância, o Babbel não briga pela sua atenção com a garra de outros apps. É um bom professor que assume que você é um aluno disciplinado. Se você não for, o curso organizado fica organizadinho e fechado.

Para quem é

Para quem quer a estrutura de um cursinho sem o horário de um cursinho. Se você gosta de estudar com ordem, entender o porquê da gramática e avançar por um sumário claro, o Babbel é provavelmente o melhor aplicativo para aprender inglês na categoria dele. Combine com algo que faça você falar e a base fica muito sólida.

Tem um perfil que se dá especialmente bem aqui: o adulto que estudou inglês anos atrás e quer reconstruir sobre os escombros. O Babbel organiza o que sobrou, preenche os buracos e coloca contexto adulto (trabalho, viagem, burocracia) no que na escola eram listas de verbo sem alma. Se o seu último contato com inglês foi uma lousa, começar aqui é como voltar para casa, só que com móveis melhores.

Busuu: correções de gente de verdade

O Busuu joga na mesma liga do Babbel, com uma carta própria que nenhum outro app de curso integrou tão bem: a comunidade.

O que ele faz muito bem

A ideia é simples e brilhante. Você termina um exercício de escrita ou grava um áudio curto e envia para a comunidade. Falantes nativos de inglês corrigem, às vezes em minutos. Você, em troca, corrige quem está aprendendo português.

Aquele momento em que um humano de verdade sublinha a sua frase e escreve "fica mais natural assim" vale ouro. É um feedback que nenhum exercício de múltipla escolha entrega, e ainda dá um friozinho bom: saber que uma pessoa vai ler o que você escreveu faz você caprichar.

Em volta disso existe um curso completo e bem feito, com níveis alinhados ao padrão europeu (A1 a C1), planos de estudo com datas e revisões inteligentes. A base é gratuita; o que tem mais valor, incluindo boa parte do feedback e da gramática, mora na assinatura premium.

Onde ele fica devendo

O feedback da comunidade é assíncrono. Você escreve agora, corrigem depois. Para escrita, perfeito. Para fala, não basta: uma conversa não espera você conferir as correções de ontem.

Além disso, a qualidade depende de quem pega o seu exercício. Às vezes corrige alguém excelente e você aprende demais. Às vezes chega um "good job!" e só. É o preço do gratuito e humano: generoso, mas irregular.

Uma dica para extrair mais: corrija você também, e corrija bem. Parece contraintuitivo, mas explicar por que uma frase em português "soa estranha" obriga você a pensar em como os idiomas funcionam, e esse músculo se transfere direto para o seu inglês. E quem corrige com generosidade costuma receber correções mais generosas de volta. A comunidade tem memória.

Para quem é

Para quem quer um curso sério e ainda uma dose real de contato humano sem pagar aula particular. Especialmente bom se a escrita te trava ou se você quer validar que o que produz soa natural. Para destravar a fala em tempo real, vai precisar complementar.

Cambly e Preply: professores humanos de verdade

Trocamos de família. Aqui não tem exercício de tocar: tem uma pessoa de carne e osso do outro lado da tela, esperando você falar.

Sejamos claros desde já: conversar com humanos é a melhor coisa que existe para aprender a conversar com humanos. Nada substitui por completo. As perguntas são: você está pronto para começar por aí, e quanto custa manter?

Cambly: conversa na hora

O Cambly conecta você por vídeo com professores nativos, muitas vezes em segundos, sem agendar. Abre o app, toca um botão, e tem um ser humano sorrindo e perguntando do seu dia.

O modelo é uma assinatura que compra minutos de conversa por semana. Os tutores são pacientes, acostumados com todos os níveis, e a conversa livre é exatamente o músculo que os apps silenciosos não tocam.

O lado difícil: os minutos voam e, em real, a assinatura pesa comparada com um app comum. E a falta de estrutura corta dos dois lados: liberdade total também significa que, se você não chega com temas e objetivos, muita sessão vira papo simpático sem rumo.

Preply: o marketplace de professores

O Preply é outra coisa: um mercado gigante de professores em que você escolhe por preço, especialidade, avaliações e horário. Precisa preparar uma entrevista? Inglês para TI? Um professor brasileiro que explique gramática em português? Existe alguém exato para isso.

Você paga por hora de aula, e a faixa de preços é enorme. Um bom professor do Preply, toda semana, por meses, é uma das coisas mais eficazes que o dinheiro compra para o seu inglês.

O atrito é a logística. Agendar, bater fuso, cancelar, remarcar. Cada aula é um compromisso, e compromisso a gente adia. O famoso "essa semana tá corrida, semana que vem eu volto" já matou mais progresso que qualquer método ruim.

Como aproveitar ao máximo, se escolher esse caminho

Três regras multiplicam o que você recebe por cada hora paga.

Um: chegue com pauta. "Hoje quero treinar a call que tenho quinta" rende o triplo de "vamos conversar sobre qualquer coisa". O professor corrige algo que você vai usar de verdade.

Dois: peça correção incômoda. Muitos professores, por gentileza, deixam erro passar para não cortar o papo. Fale explicitamente no primeiro minuto: "me interrompe toda vez que eu errar". É para isso que você paga.

Três: grave ou anote. Os erros que você comete na aula são a sua lista de estudo pessoal, mais valiosa que qualquer apostila genérica. Cinco minutos de revisão depois de cada aula fixam o que foi corrigido.

O problema que ninguém fala em voz alta

E agora o elefante na sala: para um iniciante tímido, uma chamada de vídeo com um nativo desconhecido é apavorante.

Faça o teste mental agora. Imagine que em dez minutos você tem uma chamada com um americano que não fala uma palavra de português. Sentiu o estômago? Pois é. Esse aperto decide mais assinaturas canceladas do que qualquer defeito de produto.

Não é detalhe. É A razão pela qual milhares de pessoas assinam essas plataformas, fazem duas aulas e somem. O medo de dar branco na frente de um estranho é tão real que dedicamos um guia inteiro a ele: como destravar o inglês e perder o medo de falar. A conclusão daquele guia vale aqui: a confiança se constrói primeiro em particular, e estreia em público depois.

Para quem são

Do intermediário para cima, ou para iniciantes corajosos, são ouro puro. Se você trava com desconhecidos, não comece por aqui: chegue aqui. É um destino excelente, não uma primeira parada.

Os especialistas: ELSA Speak e Mosalingua

Esses dois não tentam ser o seu app principal. São especialistas: fazem uma coisa só, e fazem melhor que todo mundo.

ELSA Speak: o microscópio da sua pronúncia

O ELSA usa reconhecimento de voz para analisar a sua pronúncia com um nível de detalhe impressionante. Você fala uma frase e ele marca, som por som, o que saiu bem, o que saiu mais ou menos e o que saiu direto em outro idioma inventado.

Um microfone grande cercado de marcas de verificação verdes e uma cruz vermelha, representando o feedback de voz palavra por palavra
Feedback bom não diz que você quase acertou: aponta exatamente qual palavra corrigir.

Para brasileiros é especialmente útil, porque ataca os nossos clássicos: o "th", a diferença entre "ship" e "sheep", o "ed" no fim dos verbos, as vogais que em inglês são oito e na nossa boca viram cinco. Exercício por exercício, com porcentagens e comparação de áudio, você vai lapidando cada som.

O modelo é freemium: uma fatia pequena grátis, e a assinatura abre o resto.

O limite? O ELSA treina você como um fonoaudiólogo, não como um parceiro de conversa. Você repete frases prontas e recebe notas. Isso melhora o sotaque, mas não a capacidade de fabricar frases próprias sob pressão. É a academia de um músculo específico, não o esporte completo.

E uma verdade que acalma muita gente: você não precisa de sotaque perfeito. Precisa ser claro. O objetivo de trabalhar pronúncia não é soar como âncora da BBC, é a outra pessoa não pedir para você repetir cada frase. Essa régua é bem mais alcançável, e com os dez ou quinze sons que mais confundem brasileiros você cobre a maior parte do caminho.

Mosalingua: frases que grudam

O Mosalingua é o menos glamouroso da lista e um dos mais eficientes. O método é a repetição espaçada: ele mostra frases úteis exatamente quando você está prestes a esquecê-las, que é o momento em que revisar grava a informação na memória de longo prazo.

Nada de confete. Cartões, áudio, repetir, avaliar o quanto você sabia, seguir. Com dez minutos por dia você acumula centenas de frases úteis em poucas semanas, com uma retenção que os apps de joguinho invejariam. Funciona por assinatura, historicamente mais em conta que a média.

O limite é evidente: decorar frase é ter tijolo. Falar é construir a casa em tempo real, com o terreno mexendo. O Mosalingua entrega material de primeira; o ofício de construir se treina em outro lugar.

Aliás: as frases que você decora grudam muito melhor quando você também as escuta em contexto real. Nosso guia de como melhorar o listening em inglês mostra como transformar série e podcast nesse contexto.

HelloTalk e Tandem: intercâmbio com desconhecidos

A ideia mais antiga do mundo, em versão app: você me ensina o seu idioma, eu te ensino o meu. HelloTalk e Tandem conectam milhões de pessoas para exatamente isso, e os dois funcionam de graça no essencial.

O que eles fazem muito bem

São pessoas reais, conversas reais, cultura real. Você troca mensagens, manda áudios, corrige e é corrigido com ferramentas integradas, e, se rolar química, pula para chamadas de voz. Tudo com gente genuinamente interessada na troca, porque do outro lado também tem alguém aprendendo.

De graça. Com nativos. Sobre assuntos que você gosta. Quando funciona, é o mais perto que existe de ter amigos em outro idioma, que é, não esqueçamos, o objetivo final disso tudo.

Onde eles ficam devendo

Dependem cem por cento de desconhecidos, com tudo que isso implica.

A qualidade é loteria: parceiros que somem, conversas que morrem no "hi, how are you", gente que só quer treinar a metade dela e esquece a sua. Filtrar toma tempo e energia. E nos dois apps existe uma dose inevitável de gente procurando algo mais parecido com um encontro do que com uma aula, coisa que as plataformas combatem, mas existe.

E o requisito invisível: coragem. Mandar mensagem para um estranho, enviar um áudio com seu inglês imperfeito, segurar uma ligação. Se você já se atreve, é uma mina de ouro gratuita. Se ainda não, o app fica instalado, mudo, lembrando que você "deveria" usar.

Dicas se você se animar

Um punhado de regras separa perder tempo de achar ouro.

Escreva um perfil concreto: o que você aprende, o que oferece, seus assuntos favoritos. "Amo filme de terror e aprendo inglês para morar fora" atrai conversas melhores que "hi, I want practice English".

Proponha estrutura logo de cara: quinze minutos em inglês, quinze em português, e correção mútua por escrito. Os intercâmbios que duram são os que parecem um pouco com um treino marcado, com dia e hora.

E filtre rápido, sem culpa. Alguém não responde, não corrige ou desvia o papo para terrenos estranhos? Próximo. São milhões de usuários; seu parceiro ideal existe, mas mora atrás de algumas tentativas.

Para quem são

Para o intermediário sociável, talvez o melhor segredo gratuito do aprendizado de idiomas. Para o tímido ou o iniciante, uma meta de médio prazo, não um ponto de partida.

Onde o Comigo entra

E chegamos ao nosso. Repetimos o aviso com gosto: o Comigo é o nosso app, este site é feito pelo nosso time, e você decide quanto desconto aplicar ao nosso entusiasmo. O que segue é a descrição honesta do que ele faz e para quem é.

O Comigo nasce de um buraco que você talvez já tenha notado neste guia. Os apps silenciosos não fazem você falar. Os que fazem você falar colocam você na frente de um humano, com o preço, a agenda e o olhar dele. E quem precisa falar mas não está pronto para plateia? Essa pessoa fica sem app. Esse é o buraco.

Falar é a lição, não um extra

No Comigo não existe lição silenciosa. Cada lição é uma conversa guiada: o Capy, uma capivara que é seu parceiro de estudo (sim, uma capivara, o bicho mais brasileiro que existe), fala com áudio de verdade, e você responde em voz alta no microfone. O app mostra, palavra por palavra, o que você acertou e o que não: verde, verde, vermelho, verde.

Esse detalhe muda tudo. Não é um "tente de novo" genérico: é a palavra exata. Você pode repetir cada frase quantas vezes quiser, e se uma travar duas vezes, pode pular e seguir. Ninguém fica preso.

São 66 módulos em 6 unidades, do básico até viajar, estudar, fazer amigos, morar fora e trabalhar em inglês.

Free Speak: conversa de verdade, sem roteiro

Quando você quer se soltar de verdade, existe o Free Speak: conversa por voz em tempo real com o Capy, sobre o que você quiser, sem roteiro. Você fala, o Capy responde na hora, com legendas sincronizadas palavra por palavra. Tem limites de uso por sessão e por semana, e qualquer palavra da conversa pode ser tocada e salva para revisar depois.

Na prática, é o treino do Cambly sem a parte que dá medo: ninguém julgando, ninguém esperando, ninguém rindo. Você erra vinte vezes e o Capy nem se abala.

Jogos que também contam

O fliperama existe porque constância ganha campeonato. Capy Crossing (atravesse a rua respondendo traduções), Word Duel, Card Match, Trap Words (ele disse "ship" ou "sheep"?) e Create a Word. Todos dão moedas e todos contam para a sua ofensiva, então um dia preguiçoso só de joguinho ainda soma.

Com as moedas você veste o Capy: são uns 180 chapéus, roupas e cores. Parece bobagem. Você não imagina quanta gente estuda para comprar chapéu para uma capivara.

Amigos, despertador e o bloqueador

A camada social é simples: código de amigo, pódio semanal de moedas e cutucadas, toques que mandam uma notificação de verdade para o amigo que ainda não praticou hoje. Ofensivas registradas no servidor, ganhas só com ação real.

E duas armas de hábito que não vimos em nenhum outro app desta lista: um despertador que só desliga quando você responde uma pergunta de inglês, e um bloqueador que pede uma resposta certa antes de abrir o Instagram. A sua preguiça, trabalhando para você.

Para a memória, existem flashcards por temas da vida real (viagem, carreira, comida, paquera), com milhares de pares de frases com áudio, e cartão visto não se repete. E as estatísticas mostram sua semana, seu mês e de onde saiu cada minuto de prática, para você enxergar a constância em vez de supor.

O que o Comigo não é

Honestidade completa. O Comigo é novo: não vamos inventar números, downloads nem estrelinhas que ele não tem. Só ensina inglês e português brasileiro como idiomas de destino, então se você procura francês, não é aqui. Não tem professores humanos nem certificado de prova. E não dá para usar em silêncio: se agora você não pode falar em voz alta, não pode usar o Comigo. Isso é uma decisão, não um descuido.

Para quem é

Para a pessoa que entende inglês mas não fala, e que sente o estômago apertar só de imaginar uma chamada de vídeo com um nativo. Sem desconhecidos, sem agendar, sem plateia. Você fala desde a primeira lição, em particular, até que um dia o modo difícil deixa de ser difícil.

Qual aplicativo escolher para o seu perfil

Você já conhece os candidatos. Agora, a decisão. Encontre-se num destes quatro perfis.

Uma pessoa diante de uma encruzilhada com três caminhos que nascem de ícones de aplicativos diferentes
Não existe o melhor app universal. Existe o melhor caminho para o seu ponto de partida.

Iniciante total

Você nunca estudou inglês, ou o pouco da escola evaporou. Seu primeiro inimigo não é a gramática: é desistir na terceira semana.

Sua prioridade é um hábito diário que não doa e as primeiras duzentas palavras. O Duolingo faz esse trabalho melhor que ninguém, e de graça. O Comigo também começa do zero, com a vantagem de que a sua boca treina desde o primeiro dia e a desvantagem de que você precisa se atrever a falar desde o primeiro dia (spoiler: é bem menos grave do que parece quando ninguém está ouvindo).

Antes de escolher, tire três minutos para o nosso teste de nível de inglês. Muita gente que se acha iniciante total é na verdade falso iniciante, e isso muda a recomendação.

Você entende mas trava

O perfil mais comum do Brasil. Série sem legenda, e-mail sem tradutor, e numa conversa de verdade: tela azul.

Escute isto com atenção: você não precisa de mais input. Você acumula input há anos. Precisa produzir, em voz alta, centenas de vezes, com alguém corrigindo. Esse é o diagnóstico inteiro.

Suas opções reais: um professor do Preply ou do Cambly, se o orçamento e a coragem permitirem; HelloTalk ou Tandem, se você é sociável e paciente; ou o Comigo, se quer o volume de prática falada sem o fator plateia. Esse perfil é exatamente para quem construímos o Comigo, então sim, aqui a gente deixa de ser neutro.

O que você não deve fazer: mais um app silencioso. Seria o quinto. Você já sabe como termina.

E uma nota de ânimo que esse perfil precisa ouvir: você não está começando do zero. Entender foi a parte longa e lenta, e você já fez. Anos de série, música e leitura construíram um vocabulário enorme que está aí, esperando saída. Falar é a metade que falta, não o prédio inteiro. Quem sai do "entendo mas travo" para a conversa costuma avançar bem mais rápido do que espera, justamente porque o estoque já estava cheio.

Você precisa de inglês para prova ou trabalho

Aqui existe uma data, uma entrevista ou uma certificação, e inglês genérico não basta: você precisa do vocabulário da sua área e de prática dirigida.

Seu melhor investimento é um professor especializado do Preply (tem de entrevista, negócios, IELTS, tecnologia, o que precisar), porque um humano experiente adapta cada aula à sua meta. Apoie com o Mosalingua para o vocabulário específico e, se o sotaque sabota suas apresentações, o ELSA como terceira perna.

Monte o calendário com o nosso plano de estudos de inglês personalizado, para chegar na sua data sem correria desesperada de última semana.

Você só quer opções grátis

Orçamento: zero. Dá? Dá, com mais esforço de organização.

O combo grátis mais completo de 2026: Duolingo para o hábito e a base, a camada gratuita do Busuu para feedback humano de escrita, e HelloTalk ou Tandem para conversa real. Some todo o input grátis do mundo: YouTube, podcast, série.

O custo escondido é que você vira o próprio professor: decidir o que estudar, procurar parceiros de intercâmbio, manter a disciplina sem ninguém cobrando. Grátis em dinheiro, caro em força de vontade.

E um detalhe importante para esse perfil: grátis não significa improvisado. Pelo contrário, quanto menos você paga, mais precisa de um plano escrito, porque ninguém vai entregar um. Defina seus 30 minutos diários em blocos (10 de app, 10 de frases em voz alta, 10 de série ou podcast), anote onde você veja e revise todo domingo o que cumpriu. Gente que aprende inglês sem gastar um real existe, e toda ela tem isso em comum: trata o plano gratuito com a seriedade de uma mensalidade paga.

Combinar aplicativos, o grátis e as armadilhas

Três verdades incômodas que quase nenhuma resenha conta, e que decidem mais resultado do que qualquer função de qualquer app.

Uma combinação realista

Ninguém aprende inglês com um app só, assim como ninguém fica em forma com uma máquina só da academia. Mas o erro contrário é pior: sete apps instalados, nenhum usado a sério.

A fórmula saudável tem três peças:

  • Um núcleo falado, usado todo dia: Comigo, um professor semanal, ou intercâmbios constantes. É aqui que o jogo se ganha.
  • Um complemento de memória, dez minutos por dia: Mosalingua, ou os flashcards do seu app principal.
  • Input real todos os dias: uma série, um podcast, música com letra. De graça e crucial para o ouvido; no guia de listening está o método completo.

Total: 30 a 45 minutos por dia. Mais peças não somam, atrapalham.

A verdade sobre o grátis

Aplicativo de inglês grátis existe, e alguns são excelentes. Mas entenda o tabuleiro: os gratuitos vivem de anúncio ou de transformar você em assinante, então a versão grátis foi desenhada para ser útil, mas incompleta de propósito.

Isso é errado? Não. É o acordo: sua atenção ou sua paciência em troca de acesso. Só faça a conta completa. Se uma assinatura tira atrito do caminho e você usa de verdade, ela sai mais barata que um curso grátis abandonado. O app mais caro é o que você não abre, mesmo sendo gratuito.

Quando trocar de app (e quando não)

Trocar de app às vezes é a decisão certa e às vezes é um jeito elegante de desistir. Como separar:

Troque se você usou por mais de dois meses, com constância, e não consegue fazer nada novo no mundo real. Constância é a palavra-chave: se usou três vezes por semana e não avançou, o problema não era o app.

Troque se o seu objetivo mudou. O app que serviu para criar o hábito não precisa ser o que prepara a sua entrevista. Formar-se de um app é vitória, não traição.

Não troque porque a novidade acabou. Todo app enjoa na sexta semana, como toda academia. Justo quando deixa de ser novidade é que vira treino. Se você troca sempre que o tédio chega, você coleciona semanas um, que são as que menos ensinam.

As três armadilhas clássicas

A vaidade da ofensiva. A ofensiva mede que você abriu o app, não que aprendeu. Uma liçãozinha de 30 segundos às 23h58 mantém o numerinho e não leva você a lugar nenhum. Ofensiva é um meio ótimo e um fim péssimo.

Colecionar apps. Baixar um app novo dá a mesma dopamina de estudar, sem o esforço. Conhecemos gente com nove apps de inglês e zero conversas em inglês. Escolha seu trio e proíba downloads novos por 90 dias.

O loop do eterno iniciante. Recomeçar o curso básico pela quarta vez é confortável: tudo soa familiar, tudo dá certo, que sensação boa. É a esteira do idioma: movimento sem deslocamento. Se um exercício não exige nada de você, ele não treina você. Saia do nível "verbo to be", mesmo que incomode.

O teste de 7 dias e o veredito final

Não acredite neste guia. Não acredite em nenhum. App se testa, e uma semana bem usada diz mais que cem resenhas. Quase todos oferecem teste grátis ou camada gratuita: use com método.

Por que sete dias, e não um? Porque no primeiro dia todo app parece maravilhoso. É a melhor versão dele: tutorial polido, exercícios fáceis, a novidade fazendo mágica. O que interessa é outra coisa: como o app se comporta, e como você se comporta, quando a novidade apaga. Isso só aparece com dias de intervalo, incluindo pelo menos um dia ruim, sem tempo e sem vontade.

A semana de teste tem uma regra: um app por vez. Testar três ao mesmo tempo parece eficiente e não funciona, porque o entusiasmo se divide e nenhum recebe um teste justo. Escolha seu candidato pelo seu perfil, dê os sete dias completos, e decida.

O checklist dos 7 dias

  • Dia 1: você disse algo em voz alta na primeira sessão? Se completou tudo em silêncio, já sabe de qual família ele é.
  • Dia 2: o feedback disse exatamente o que corrigir, ou só "certo" e "errado"? Feedback vago, progresso lento.
  • Dia 3: você voltou sem ninguém lembrar? Ou o app trouxe você de volta com algo melhor que culpa?
  • Dia 4: o dia corrido, sem tempo nem vontade. O app tem um modo de 5 minutos que ainda soma, ou é tudo ou nada?
  • Dia 5: você consegue dizer de cabeça três frases que não sabia na segunda-feira? Em voz alta, agora. É a única prova que importa.
  • Dia 6: você já sabe quanto custa e o que está incluído, ou o preço continua brincando de esconde-esconde?
  • Dia 7: a pergunta final: você se imagina usando isso em março? Seja brutal. Um "acho que sim" é um não.

Cinco de sete respostas boas: fique com ele. Menos que isso: desinstale sem culpa, que espaço mental também conta.

Três sinais de alerta

Enquanto testa, deixe o radar ligado para estes três.

O app comemora demais. Confete por tudo, troféu por nada. Celebração barata infla a sensação de progresso sem o progresso. Pergunte sempre: ele me aplaude por aprender ou por continuar aqui?

O preço aparece tarde e com contagem regressiva. "Oferta acaba em 04:59" é técnica de pressão, não coincidência. Promoção de app quase sempre volta. Decida com calma; se a oferta era real, ela reaparece.

Tudo que é útil está trancado desde o primeiro minuto. Um teste grátis precisa deixar você experimentar a experiência central. Se não dá para avaliar o que você vai pagar antes de pagar, essa opacidade já é informação.

O veredito, objetivo por objetivo

  • Construir o hábito do zero: Duolingo.
  • Um curso organizado estilo cursinho: Babbel.
  • Feedback humano sem pagar aula: Busuu.
  • Conversa real com nativos, agora: Cambly.
  • Preparar prova ou entrevista: um professor do Preply.
  • Polir a pronúncia: ELSA Speak.
  • Decorar frases úteis rápido: Mosalingua.
  • Praticar de graça com gente real: HelloTalk ou Tandem.
  • Aprender a falar sem plateia, do zero ou do "entendo mas travo": Comigo.

A conclusão honesta

Se você chegou até aqui, já viu o padrão. Os aplicativos para aprender inglês não competem tanto entre si quanto parece: competem contra a sua desistência, e cada um defende um território diferente.

Então a decisão de verdade não é "qual app é melhor?". É "qual é o meu gargalo?". Se é o hábito, você já sabe qual. Se é a estrutura, você já sabe qual. E se é que você entende mas não fala, que é o gargalo da maioria, então você precisa do que faz você abrir a boca hoje, não do que promete isso para depois do nível 40.

Seja qual for a escolha, meça seu ponto de partida com a calculadora de fluência: ela dá uma data realista a partir do seu nível e dos seus minutos diários, e essa data transforma o "um dia" em plano.

E lembre da regra que sobrevive a qualquer comparativo: o app só monta a pista. Correr é com você. Vinte minutos por dia num app mediano ganham de goleada do app perfeito aberto dois domingos por mês. Constância não é conselho bonito de encerramento; é, literalmente, a variável que mais separa quem fala inglês daqui a um ano de quem ainda está lendo comparativos no ano que vem.

Comece com um app. Dê sete dias honestos a ele. E diga algo em voz alta hoje, nem que seja uma frase, nem que seja para o espelho. Essa frase vale mais que este guia inteiro.

Pare de estudar inglês em silêncio

O Comigo faz você falar desde a primeira lição: em voz alta, jogando e sem ninguém te julgando. Faça o quiz e veja seu plano antes de decidir qualquer coisa.

Começar a falar

Quiz de 2 minutos · veja seu plano primeiro